por Natacha Sofia
Este foi um mês de leituras que pesam — no bom sentido.
Li três livros muito diferentes, mas que têm uma coisa em comum: nenhum deles me deixou indiferente.
Se queres saber o que achei de cada um deles, o vídeo está mesmo aqui em baixo.
Agnes Grey — Anne Brontë
Anne é a irmã Brontë que eu não conhecia até agora!
Agnes Grey é o romance de estreia de Anne Brontë, publicado em 1847, e é amplamente inspirado na sua própria vida. Agnes é filha de um clérigo de posição modesta que decide tornar-se governanta para ajudar a família. O que se segue é um retrato íntimo e corajoso da vida real vitoriana — sem romantismos, sem heróis dramáticos, com uma protagonista que é simplesmente......fenomenal. Uma das minhas personagens femininas favoritas até hoje. Um dos livros da minha vida de certeza!
Memórias do Subsolo — Fiódor Dostoiévski
Foi o primeiro livro que li de Dostoiévski, mas se calhar, não devia ter começado por aqui.
Memórias do Subsolo, publicado em 1864, é narrado por um homem sem nome que vive em isolamento e nos conta, com uma honestidade perturbadora, os seus conflitos interiores, o seu desprezo pelo mundo e a sua incapacidade de se relacionar com ele.
É um livro curto, mas denso. Não foi uma leitura fácil e vou ter que reler, porque sinto que muito me passou ao lado.
The Screwtape Letters — C.S. Lewis
Este foi, de longe, o mais surpreendente dos três. The Screwtape Letters, publicado em 1942, é uma obra completamente singular: uma série de cartas de um demónio experiente chamado Screwtape ao seu sobrinho e aprendiz Wormwood, um demónio principiante encarregue de conduzir uma alma humana à perdição.
C.S. Lewis está rapidamente a tornar-se um dos meus autores favoritos, e nos próximos meses vou falar mais dele.
Fiz um vídeo no meu outro canal sobre este livro (Dividido em 3 partes, são quase 3h de vídeo explorando a componente espiritual deste livro)
Três livros muito diferentes este mês.
Conta-me nos comentários — já leste algum destes? 📚
Até para a semana!
Natacha
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